Jean S. Viana
Com o Tempo Você Aprende a Ver quem é
Aprendi com o tempo...
Vi coisas que ficaram pra trás...
Todas tolas tentativas de ser feliz.
Eu vi o sorriso no meu rosto...
Achando se satisfeito.
Ilusão e pecado foi...
Acreditar que estava certo.
Haviam pedras no caminho e mesmo
Machucando os pés eu passei.
Eu vejo um jardim cheio de flores...
Mas ali não sou convidado...
Sou ladrão.
Minhas palavras somem...
Pois nem minhas são.
Outro Eu que nem sou Eu...
As diz e faz acontecer...
Com certezas roubadas de mim.
Nem assim eu consigo viver...
Sendo outro pra evitar a dor.
Eu aprendi... Aprendi que não adianta
não ser EU.
Outra pessoa não apaga quem você é...
Pois o sorriso será o mesmo e a suas dores também.
Eu vi que não adianta pintar outra cor por cima de uma
que já foi muito forte... Pois mesmo apagada...
Ainda tem força e personalidade.
Eu aprendi a caminhar na multidão e aceitar.
Que mesmo assim estarei sempre SÓ.
Vi coisas que ficaram pra trás...
Todas tolas tentativas de ser feliz.
Eu vi o sorriso no meu rosto...
Achando se satisfeito.
Ilusão e pecado foi...
Acreditar que estava certo.
Haviam pedras no caminho e mesmo
Machucando os pés eu passei.
Eu vejo um jardim cheio de flores...
Mas ali não sou convidado...
Sou ladrão.
Minhas palavras somem...
Pois nem minhas são.
Outro Eu que nem sou Eu...
As diz e faz acontecer...
Com certezas roubadas de mim.
Nem assim eu consigo viver...
Sendo outro pra evitar a dor.
Eu aprendi... Aprendi que não adianta
não ser EU.
Outra pessoa não apaga quem você é...
Pois o sorriso será o mesmo e a suas dores também.
Eu vi que não adianta pintar outra cor por cima de uma
que já foi muito forte... Pois mesmo apagada...
Ainda tem força e personalidade.
Eu aprendi a caminhar na multidão e aceitar.
Que mesmo assim estarei sempre SÓ.
"Ela é a LUZ eu sou a ESCURIDÃO." De: Jean S. Viana - 2018
Não havia farol para guiar meus pensamentos... Essa embarcação cheia de animais e livros.... Esse poderoso navio se estilhaçava nas rochas... Porém não afundava... Dele saiam garras que se agarravam nas rochas. Nele haviam sombras e almas de antigas lutas. Nele haviam armas de antigas batalhas. Então, simplesmente, não se deixava ir. Assim... De forma tão sútil... Recuperava sua lâminas e voltava a navegar pelos mares dos humanos... A plantar ideias que não floresciam. Pra ele o horizonte estava sempre longe, assim como tudo que ousou sonhar um dia. O fim de um dia tinha a cor do sangue, quando o sol se escondia. O sabor da vida era amargo e as palavras queimavam como fogo na sua língua. Cansado, um dia o poderoso navio viu as rochas no meio da escuridão e decidiu ir contra elas com toda sua fúria... Escolher seu fim não era vergonha. Hasteou sua bandeira e mostrou aos mares quem verdadeiramente era e não aquilo que o mundo queria que ele fosse. Sorriu ao sabor do vento e uma lágrima pedia perdão aos céus. Alcançou velocidade a vislumbrar o alvo a sua frente... Quebrou todas as ondas no peito, sem medo e sem deixar que a dor o incomodasse. Então uma luz irradiante brilhou no horizonte da sua jornada... E a luz era tão boa, que o navio se desviu das rochas e a seguiu com o olhar... Assim, com segurança atracou em um porto seguro. Suas velas foram guardadas e as armas tanto quanto a munição desceram ao sombrio porão. As bandeiras tremularam no mastro com o frescor do vento e o aroma salgado do mar da vida. Assim de nome e de batismo o guerreiro sumiu, voltando a caminhar pelas praias com os pés nus. A areia queimava, Mas numa jornada sempre há... Alguma dor.
Jean S. Viana - 2018



"Espaço Vazio"
Tão sem sentido, aquele espaço vazio. Passam as horas e a alma chora, naquele espaço vazio. Passam os dias e o espírito se esconde... na sombra se refugia, naquele espaço vazio. Um dia se passam, assim como se passaram as horas, assim como os minutos se foram... Naquele espaço vazio. Tão triste e tão só... Naquele espaço vazio. O céu escurece e a vida se vai, sem dar contas das horas... Naquele espaço maldito e vazio. O coração adormece, como se não amasse mais, Nada que anda, quevoa ou que fica... Naquele espaço vazio. Vazio da alma tão cheia de mim. mas que não tem pausa de tanto pensar em mim... Naquele espaço vazio. Assim a vida passa, sem chance sem pé e nem palma... Naquele espaço vazio. O folego falta, desfalece, morre e sai a minha alma... Só fica um corpo, uma casca sem alma... Naquele espaço vazio. Ninguém chora, nem sente falta daquela figura. Era só uma alma, que quieta e calma se foi... Pois isolada do mundo ficava... Naquele espaço vazio. Sua mente vagava. Não tinha nada. Seu espírito chorava... Era a única coisa que preenchiam seu dias... Enquanto ficava... Naquele triste espaço vazio.
Jean S. Viana - 2018


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